Oito propostas de visualização para o distrito de espetáculos — construídas apenas com números que já estão no documento. A convenção é uma só: o que está aceso, o que está ocupado pelo uso errado e o que está apagado — a mesma cor em todos os gráficos, do mapa ao orçamento.
A visualização principal: as duas quadras reais da Cinelândia, com cada edifício do perímetro desenhado a partir do mapa aberto (OpenStreetMap) e as dezessete salas acesas por status. É o argumento inteiro numa imagem — a densidade existe, está de pé, e o que falta acender está a passos do que já brilha.
O que dizDensidade e proximidade — os dois fatos que nenhuma tabela transmite. O Rex (rosa, a maior sala) divide a parede com o Rival (aceso); o Orly dorme no subsolo do Dulcina; tudo orbita a praça e a estação.
Onde entraCapa ou seção 2 ("O núcleo, hoje"). Edifícios com duas salas mostram a cor da situação mais crítica; o pino e o rótulo trazem o status de cada sala.
Cada quadrado são 100 assentos. O acervo não é uma promessa — é estoque construído: dois terços já operam, e o terço restante está em cinco endereços conhecidos.
6.829 em operação (12 salas) 2.557 em uso inadequado (2) 1.540 fechados (3) — total 10.926
O que dizA proporção que sustenta a tese da seção 4: "o distrito começa com o que está de pé". O leitor conta os quadrados rosa e azuis e entende o tamanho exato da oportunidade — 4.097 assentos.
Onde entraSeção 1 (Visão geral), substituindo a tabela de indicadores — ou ao lado dela.
O acervo ordenado por tamanho. A leitura incômoda e útil: das cinco maiores salas do distrito, só duas estão acesas.
O que dizO Rex é o gigante travado — a segunda maior sala do perímetro exibindo pornografia. Pathé e Metro Boavista, quase gêmeos em tamanho, são o 4º e o 5º maiores ativos. O problema não está na cauda, está no topo.
Onde entraSeção 5 (O acervo), no lugar das três tabelas separadas — a ordenação por tamanho conta o que as tabelas escondem.
O faseamento da seção 9 como uma escada: quantos assentos o distrito coordena a cada etapa. Aos 12 meses, coordena tudo o que já opera; o último degrau é o único que depende de obra.
O que dizO degrau mais alto vem cedo e barato: aos 6 meses, com as salas públicas, o distrito já coordena 44% do acervo sem obra e sem aquisição. A obra (etapa 4) acrescenta os 4.097 finais.
Onde entraSeção 9 (Rota crítica), junto à tabela de etapas — assentos coordenados no eixo vertical, tempo desde a inauguração no horizontal.
O maior risco de leitura do documento: somar R$ 4,4 milhões certos com uma faixa de R$ 28–97 milhões numa tabela só. Separar em dois painéis — com escalas próprias e declaradas — protege o argumento.
Total: R$ 4,4 mi — o número mais sólido do orçamento
Total: R$ 37,3 a 106,3 mi — dominado por um único componente
O que dizÀ esquerda, o pedido real e imediato: R$ 4,4 mi destravam quase tudo. À direita, a obra — e a barra do componente 11 desenhada como faixa, não como número, porque o próprio documento a trata assim.
Onde entraSeção 11 (Orçamento), substituindo a tabela de quinze linhas. Componentes de custo zero saem do gráfico e viram uma nota.
Três obras já concluídas no Rio calibram a faixa: de R$ 2.700 (revitalização) a R$ 21.000 (restauração completa) por assento. A área sombreada é a faixa que o documento aplica aos assentos a recuperar.
O que dizQue os R$ 28–97 milhões da seção 8 não são chute — são três precedentes reais multiplicados pelos assentos latentes. É o gráfico que responde "de onde saiu esse número?" antes da pergunta.
Onde entraSeção 8 (Os números que sustentam), acoplado ao painel direito da V5.
A rubrica que justifica desenhar um distrito — e não dezessete casas soltas: 38,5% do gasto do público acontece fora da sala, em alimentação. E o visitante de fora gasta o dobro do morador.
O que dizÉ o argumento econômico dos componentes 08 (bares) e 10 (experiência urbana): o entorno fatura mais que o palco. O halter embaixo conecta com o turismo — 2,1 milhões de visitantes internacionais em 2025, gastando 2× cada.
Onde entraSeções 5 e 8 — o dado aparece duas vezes no texto e merece a mesma imagem nas duas.
Um cartão por cidade, um número por cartão — os "números mais citáveis" que a própria seção 13 seleciona, prontos para virar página de referências ou slide único.
O que dizOito distritos, sete países, o mesmo padrão. Cada cartão carrega só o número que sobrevive a uma conversa de corredor.
Onde entraSeção 7 (Referências), como abertura — as fichas detalhadas de cada cidade continuam abaixo.
① A seção 1 diz 4.097 assentos a reativar (10.926 − 6.829, que fecha com as tabelas), mas as seções 8 e 13 usam 4.607 "assentos latentes" — e é sobre 4.607 que a faixa de R$ 28–97 mi foi calculada (4.607 × R$ 6.100 ≈ 28 mi; × R$ 21.000 ≈ 97 mi). Vale unificar: com 4.097 assentos, a faixa seria ~R$ 25–86 mi.
② "Assentos potenciais" aparece como 10.900 na seção 1 e 10.926 na soma exata — o documento já reconhece isso na seção 13; sugiro padronizar em 10.926 nos gráficos.
③ No waffle (V2), os arredondamentos: 68 + 26 + 15 quadrados = 10.900 de 10.926.